terça-feira, 4 de agosto de 2015

Sobre o piso da minha sala e refletir sobre valores


Toda vez que algum amigo novo entra na minha casa eu escuto a seguinte frase:

-Nossa, que piso bonito!

Já ouvi tantas vezes a mesma coisa que perdi a conta. Eu nunca tinha parado pra reparar no piso da minha sala, passei tantos anos morando nessa casa, que isso se tornou só um detalhe que nem fazia muita diferença. Mas, depois de tantas pessoas comentarem a mesma coisa eu parei pra refletir e me peguei pensando sobre “valores”.

Quantas vezes a gente parou pra olhar o que os outros tem de melhor e se esqueceu de valorizar o que nós mesmos já temos?

A gente tem aquela velha mania de achar que “a grama do vizinho é sempre mais verde”. Não adianta negar, você, eu e o seu vizinho também faz isso. É natural se acostumar com o que temos e achar que o do outro é novidade e que tudo que ele tem é melhor. As vezes a gente idealiza tanto uma coisa que acaba valorizando mais aquilo que ainda queremos ter, do que aquilo que a gente já tem, e esquecemos também de tudo que a gente já viveu até conquistar aquilo que temos agora.

Eu fiquei olhando pro meu piso e lembrando de todos os momentos já vividos sobre ele. De todos os anos que moramos nessa casa, de todas as festinhas naquela sala, da família reunida, os amigos, de todos os momentos que vivemos e que vão ficar guardados pra sempre na memória. Essa casa não é minha, provavelmente um dia vamos nos mudar daqui, mas sempre que eu ver esse piso eu vou lembrar de tudo isso.

Aquele piso que até então não tinha nada de muito especial - além de formas geométricas e uma falha bem no meio da sala que dificulta na hora de varrer - acabou me ensinando a olhar mais pra dentro e perceber uma infinidade de coisas bonitas que deixamos passar despercebido todos os dias. Por isso sempre que eu entro em casa e olho para o piso da minha sala, eu lembro de tudo de bom que eu tenho e que eu devo valorizar e digo para mim mesma:

-Nossa, olha só que piso bonito você tem!

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Um comentário:

  1. Muito bom, Thamiris! É exatamente assim mesmo, a gente se acostuma tanto com uma coisa, que não percebe o valor que ela tem. Os detalhes fazem a diferença!

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